Por jorgeoliveiraf… | Seg, 2022-01-24 00:00

Hoje, 24 de janeiro, comemora-se, anualmente, o Dia Internacional da Educação. Este dia foi criado através da Resolução 73/25 da Assembleia Geral da ONU, a 3 de dezembro de 2018.

Deixamos algumas mensagens e textos "pescados" nas publicações do dia por entidades e personalidades de referência na área. 

 

Nós temos três grandes paradigmas educacionais. O primeiro é o paradigma da instrução, que nasce na Prússia militar no séc XVII e em França e Inglaterra no séc. XIX; temos o paradigma da aprendizagem, que nasce no início do séc. XX com a Escola Nova, em que diz que o centro não é o professor, é o aluno, defende a autonomia do aluno e nunca foi praticado a não ser na Escola da Ponte, em Reggio Emilia, no Projeto Âncora e na Escola Aberta [de São Paulo]; e depois há um terceiro paradigma, que é o da comunicação, que vem de nomes como Lauro de Oliveira Lima ou Paulo Freire, que coloca o ênfase na relação entre o aluno e o professor. Dentro desses três paradigmas, o que nós temos de fazer é uma nova construção social. O que está hoje em causa é que o centro não é aquele que o paradigma da aprendizagem propõe, o aluno; o centro é a relação, a ligação entre o jovem e o mediador/professor, e entre eles e o objeto de aprendizagem. Para atribuir significado e abrir um vínculo, sem o qual não acontece nada. Esse vínculo não é só cognitivo, é também afetivo, emocional, estético, ético, até espiritual.

José Pacheco In DN

Se nós hoje tivermos consciência de que aqui por dez anos 80% dos empregos de hoje não existem, as profissões desaparecem, como é que nós estamos a preparar os alunos para algo que existe no imediato? Não. Nós temos é de ter uma mente muito aberta, utópica, para lhes dar autonomia intelectual, moral, prepará-los para qualquer atividade que venha a existir no futuro. Autonomia. Mas não é estar sozinho. Ninguém aprende só com o computador. Ninguém aprende a partir da Inteligência Artificial. Aprendemos uns com os outros. O Professor não ensina o que diz, transmite aquilo que é. A aprendizagem é antropofágica. Isto está nos livros há 200 anos.

José Pacheco In DN

Concretizar a Lei de Bases é concretizar o artigo 48.º: as pessoas podem ir ler. No ponto 3, ele é explícito: na gestão de estabelecimentos de ensino, os critérios de natureza administrativa não se podem sobrepor aos de natureza científica. Ora, o que acontece na prática? O contrário.

José Pacheco In DN